O SP nos Trilhos consolidou, em 2025, o maior ciclo de expansão ferroviária já registrado em São Paulo, reunindo mais de 40 projetos estruturados pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), que somam cerca de R$ 190 bilhões em investimentos estimados, já contratados ou em fase de modelagem. O programa ultrapassa 1.000 km de novas linhas, integra a Grande São Paulo ao interior e ao litoral, estima gerar cerca de 150 mil empregos, e reforça a estratégia estadual de ampliar mobilidade, reduzir desigualdades e dinamizar economias locais.
Entre os principais destaques está o avanço da Linha 6–Laranja, maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil. O projeto alcançou mais de 75% de conclusão em 2025 e mobiliza mais de 10 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Com investimento estimado em R$ 19,1 bilhões, a linha terá 15 estações em 15,3 km e previsão de operação em duas fases: Brasilândia–Perdizes em 2026 e o trecho completo até São Joaquim em 2027. O empreendimento reforçará o eixo Norte–Centro da capital e ampliará conexões com universidades, polos de inovação e outras linhas do sistema.
Outro marco do ano foi a concessão das Linhas 11–Coral, 12–Safira e 13–Jade, o Lote Alto Tietê, que reúne investimentos estimados em R$ 14,3 bilhões e deve gerar cerca de 2,5 mil empregos durante a fase de implantação até 2026. A nova concessionária executará 8 novas estações, 27 estações modernizadas (entre reformas, reconstruções e extensões), além de 22,6 quilômetros de expansão de trilhos. O projeto prevê a extensão da Linha 11 até César de Sousa, da Linha 12 até Suzano e da Linha 13 até Gabriela Mistral e Bonsucesso, ampliando a oferta de transporte para mais de 4,6 milhões de moradores. Até 2040, as três linhas devem transportar 1,3 milhão de passageiros por dia.
O programa também avançou na expansão das linhas concedidas da rede metroviária. A extensão da Linha 4–Amarela até Taboão da Serra está em fase final de tratativas contratuais. Já o prolongamento da Linha 5–Lilás até o Jardim Ângela – autorizado por lei e em elaboração — prevê investimento estimado em R$ 2,72 bilhões, levando transporte de alta capacidade a uma das regiões mais populosas da capital.
Na Região Metropolitana, o Governo concluiu consulta e audiência pública do Lote ABC–Guarulhos, que modernizará a Linha 10–Turquesa e implantará a futura Linha 14–Ônix, com investimentos estimados em R$ 19 bilhões. A Linha 16–Violeta, que prevê 19 km, 16 estações e demanda estimada de 475 mil passageiros/dia, também concluiu sua etapa de participação pública e avança para as fases seguintes de estruturação.
No interior, o SP nos Trilhos deu passos decisivos para concretizar o primeiro trem de média velocidade do Brasil. O TIC Eixo Norte, entre Campinas e São Paulo, prevê investimentos estimados em R$ 14,2 bilhões e mais de 10 mil empregos, conectando as cidades em cerca de 60 minutos e integrando-se ao TIM e à Linha 7–Rubi. A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026. Já o TIC Sorocaba, com investimentos estimados em R$ 12 bilhões, concluiu sua etapa de audiências em 2025, com previsão de atender até 50 mil passageiros por dia.
O programa também avança na estruturação dos demais eixos do Trem Intercidades — Leste e Sul — e dos VLTs de Campinas, Sorocaba e Baixada Santista, que seguem em desenvolvimento com investimentos estimados e integração planejada à futura rede regional.
Esse conjunto de projetos de concessões estruturados consolida o SP nos Trilhos como o maior programa de mobilidade ferroviária do país — voltado a conectar regiões, gerar empregos, impulsionar economias e melhorar a vida de milhões de passageiros que dependem diariamente de um sistema moderno, seguro e eficiente. Além da infraestrutura urbana e regional, o programa também incorpora iniciativas de Turismo Ferroviário, com potencial de movimentar R$ 1,8 bilhão na próxima década.