O governador Tarcísio de Freitas e comitiva do Governo de SP vão à Europa na próxima semana para apresentar projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI-SP) a potenciais interessados na Dinamarca, Noruega e Holanda. Um deles é o de parceria público-privada (PPP) de Travessias Hídricas. Um dos diferenciais da iniciativa é a preocupação com a redução do impacto ambiental, ao substituir as atuais embarcações movidas a diesel por modelos propulsionados por eletricidade, reduzindo consideravelmente a emissão de gases poluentes e ampliando a resiliência climática. A PPP prevê investimento em 14 travessias aquaviárias em diferentes regiões do Estado, que transportam cerca de 40 mil pessoas diariamente.
“Mais de 40 embarcações serão elétricas. Se considerarmos apenas as travessias litorâneas, estamos falando em um potencial de redução de 18 mil toneladas de gás carbônico por ano. Isso dará ao Estado de São Paulo um salto significativo no paradigma de qualidade, além de reforçar o compromisso da atual gestão com o meio ambiente”, explica Edgard Benozatti, presidente da Companhia Paulista de Parcerias.
Além da sustentabilidade ambiental, a PPP também garantirá melhorias na eficiência dos serviços de transporte público, como mais conforto nas travessias, redução nas filas de espera e aumento da segurança para o usuário. Trata-se de uma iniciativa alinhada aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), que promovem práticas sustentáveis, responsabilidade social e governança eficiente nas políticas públicas.
Nesta semana, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o Projeto de Lei 164/2025, que autoriza a concessão do Sistema de Travessias Hídricas. Dessa forma, a previsão é que o edital seja publicado ainda no primeiro semestre de 2025, com o leilão e a assinatura do contrato programados para o segundo semestre. O contrato terá duração de 20 anos.